BEZERRA DA SILVA
 
1928-2005
 
 
 

Nascido no Recife, em Pernambuco, Bezerra da Silva foi criança pobre, que aos 8, 9 anos, já tocava zabumba e cantava coco.

Aos 15 anos, partiu para o Rio. Na nova cidade, foi trabalhar em construção civil, tornou-se pintor de paredes e foi morar no Morro do Cantagalo, onde viveu por 15 anos.

Bezerra começou a cantar profissionalmente nas rádios a partir de 1967. Trabalhou com Jackson do Pandeiro, fez parte da orquestra da Globo, mas foi com Genario, do grupo Nosso Samba, que encontrou o sucesso. Fizeram o primeiro disco, Partido Alto - Nota 10 - Genario e Bezerra da Silva, em 1978, e, no segundo álbum da série, o sambista estourou de vez com o partido-alto Pega eu, que eu Sou Ladrão.

Na discografia, saíram pérolas como Malandragem Dá um Tempo, Seqüestraram Minha Sogra, Overdose de Cocada, Piranha, entre outros. Em 95, com Moreira da Silva e Dicró, gravou Os Três Malandros in Concert, numa versão bem brasileira do show dos três tenores Pavarotti, Domingo e Carreras. Em 1998 virou tema de livro, Bezerra da Silva - Produto do Morro, de Letícia Vianna.

"Não sou cantor de elite nem tento enganar o povo com letras de amor", desabafou ele em entrevista ao Estado, em 2003, quando divulgava o CD Meu Bom Juiz, o último de sua carreira. O compositor influenciou não apenas sambistas, mas artistas do pop-rock, como Barão Vermelho, O Rappa, Marcelo D2, entre outros.

 

 
Vou apertar, mas não vou acender agora
 
 
MALANDRAGEM DÁ UM TEMPO
 
BEZERRA DA SILVA
 
 
A associação da maconha com o submundo e o tráfico de drogas motivou muitos temas para o compositor Bezerra
da Silva.
 
"Malandragem dá um tempo" é um dos seus sucessos baseados no uso da maconha.
 
 
 
 
Vou apertar,
mas não vou acender agora
 Se segura malandro,
         pra fazer a cabeça tem hora.           
Se segura malandro,
pra fazer a cabeça tem hora.
 
     
É você não está vendo
 
Que a boca tá assim de corujão.
Tem dedo de seta adoidado
 
 t
odos eles afim de entregar os irmãos.
 
   
Malandragem dá um tempo.
 
 
Deixa essa pá de sujeira ir embora.
 
   
É por isso que eu vou apertar,
    mas não vou acender agora.
Vou apertar,
mas não vou acender agora.
 Vou apertar,
mas não vou acender agora.
Se segura malandro,
         pra fazer a cabeça tem hora.           
Se segura malandro,
pra fazer a cabeça tem hora.

É que o 281 foi afastado
O 16 e o 12 no lugar ficou,
 e
uma muvuca de espertos demais
  d
eu mole e o bicho pegou.
 Quando os homens da lei grampeiam
o coro come  toda hora.
 
 É por isso que eu vou apertar,
mas não vou acender agora.
 
Vou apertar,
mas não vou acender agora.
 Vou apertar,
mas não vou acender agora.
Se segura malandro,
         pra fazer a cabeça tem hora.           
Se segura malandro,
pra fazer a cabeça tem hora.
É  você não está vendo
 q
ue a boca tá assim de corujão.
Tem dedo de seta adoidado
 
 t
odos eles afim de entregar os irmãos.
 
   
Malandragem dá um tempo
 
 d
eixa essa pá de safado ir embora.
 
   
É por isso que eu vou apertar,
    mas não vou acender agora
Vou apertar,
    mas não vou acender agora.
Vou apertar,
    mas não vou acender agora.
Se segura malandro,
pra fazer a cabeça tem hora.
Se segura malandro,
pra fazer a cabeça tem hora.


É que o 281 foi afastado,
o 16 e o 12 no lugar ficou,
 
E uma muvuca de espertos demais
  d
eu mole e o bicho pegou.
 Quando os homens da lei grampeiam
o coro come  toda hora.
 
 É por isso que eu vou apertar,
mas não vou acender agora.
 
Vou apertar,
mas não vou acender agora.
 Vou apertar,
mas não vou acender agora.
Se segura malandro,
         pra fazer a cabeça tem hora.           
Se segura malandro,
pra fazer a cabeça tem hora.
Vou apertar,
    mas não vou acender agora.
Vou apertar,
    mas não vou acender agora.
Se segura malandro,
pra fazer a cabeça tem hora.
Se segura malandro,
pra fazer a cabeça tem hora.
Vou apertar,
    mas não vou acender agora.
Vou apertar,
    mas não vou acender agora.....

 

 
 
 
Pesquisa e formatação: Ida Aranha